Coincidências…

Autor: Rodrigo Tozzi Data: 16 de outubro de 2008

Sei lá… 1999 deve ter sido um dos anos mais importantes da minha vida. Ano de vestibular, de escolher o que iria fazer pelo resto da vida.

Coincidentemente, foi o ano em que 4 amigos com uma paixão em comum, cerveja, decidiram criar a Cervejaria Baden Baden, em Campos do Jordão, interior de São Paulo, próximo a uma fonte de água límpida ao pé de uma montanha, para produzir boas cervejas de maneira artesanal, seguindo a Lei da Pureza Alemã, e também aderindo ao movimento do Craft Beer Renaissance.

Coincidentemente, foi uma cerveja que não tinha um nome, e sim um número (1999) queme chamou a atenção para as cervejas artesanais. Isso em 2004/2005, quando foi lançada para comemorar o 5º aniversário da cervejaria (foi com esse tipo de cerveja (bitter ale, inspirada na inglesa Spitfire), que os 4 amigos deram início, em 1999 (daí o nome da cerveja), a uma das mais conhecidas cervejarias artesanais).

A 1999 é uma ótima cerveja, mas devo confessar que, quando a experimentei pela primeira vez, talvez por ainda não estar familiarizado com outros sabores, não tinha gostado muito.

Bom, como já disse, é uma cerveja do tipo Bitter Ale, um dos estilos mais consumidos na Inglaterra, e como o próprio nome indica, é uma cerveja um pouco mais amarga, mas muito saborosa.

Tem uma linda cor, lembrando o cobre, mas um pouco mais avermelhada, com uma bela espuma.

Tem no seu perfume o delicioso aroma do lúpulo e do malte, mas é no paladar que o lúpulo predomina, junto com o tostado do malte, trazendo o amargor, mas com muito equilíbrio, para sua boca. É bastante saborosa e é forte, mas sem deixar de ser refrescante. Com certeza, uma ótima cerveja.


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PÃO E LEITE, CERVEJA E QUEIJO

Autor: Patrick Stephanou Data: 13 de outubro de 2008

Uma das minhas resistências é falar da disputa entre brasileiros e argentinos. Não acho certa essa cultura tradicional que incentiva uma rivalidade hostil. Ambos nacionalistas têm seus defeitos e qualidades. Do mesmo modo, quando o assunto é cerveja, não simpatizo em alimentar uma rixa com vinho. Cada um no seu quadrado, ou melhor, cada um no seu engradado! Pois bem, nesse tema que apresento, não tenho como não me manifestar a favor da cerveja, num tipo de harmonização, que erroneamente, a grande maioria das pessoas acredita que o vinho seja mais indicado que a cerveja. Assim como o preconceito contra argentinos, que têm uma cultura diferente da nossa, vamos por um fim nesse negócio de super valorizar os vinhos, até mesmo onde eles são meros coadjuvantes! Sabes onde a cerveja é pentacampeã, enquanto o vinho é bi? Na harmonização com queijos.

Para facilitar o entendimento dessa peleja, listo o comportamento das duas bebidas frente a alguns quesitos concernentes à harmonização com queijos.

Origem: A cerveja, ou “pão líquido” advém de cereais, e cereais combinam com leite. Logo, a expressão “pão e leite” tem tudo a ver com “cerveja e queijo”, não é verdade? Além disso, muitas vaquinhas são alimentadas à base de cereais… Mataste a charada?!

Sabor: Os sabores de cerveja e queijo se complementam. Já os de vinho e queijo contrastam, ou, em outras palavras, brigam entre si.

Tipos: Tanto a cerveja quanto o queijo têm uma ampla variedade de estilos. Se existem uns 150 tipos de cerveja, os vinhos devem alcançar apenas um décimo dessa variedade;

Semelhanças: Resultante dos diversos tipos e sabores, cervejas e queijos ostentam muitas semelhanças. Seja pela consistência, tendo um corpo leve ou denso, com ou sem cremosidade; pelos aromas; e pela característica marcante de gostos amargo, ácido, ou doce;

Fermentação: Tanto o vinho, quanto a cerveja e o queijo são fermentados, isto é, produtos da fermentação. Todavia, a diferença é que a cerveja e o queijo, num modo geral, passam por um processo mais lento de fermentação, o que agrega características mais similares;

Carbonatação (da cerveja): Os vinhos não têm essa qualidade da grande maioria das cervejas. A carbonatação limpa a língua da gordura e resíduos dos queijos, e estimula as papilas gustativas, potencializando seus sabores;

Amargor (da cerveja): O amargor presente na cerveja é um estimulante ao apetite, onde equilibrado com a doçura, confere refrescância. O conjunto dessas qualidades, somado ao fato de limpar o palato como a carbonatação, resulta numa forma de manutenção da boca para a seguinte mordida de queijo;

Acidez (do vinho): A acidez, pouco comum em cervejas – habitual no estilo de fermentação espontânea, que não são triviais -, porém característica do vinho, prejudica a percepção do sabor e cremosidade do queijo.

Se, ainda, não ficaste convencido de que a harmonização de cervejas com queijos é melhor do que queijos e vinhos, faças o teste! Para orientar as tuas escolhas, nesse casamento, entre os muitos tipos de cervejas e queijos, listamos as composições que mais se complementam. A dica é combinar por características semelhantes. Cervejas suaves com queijos delicados. Cervejas mais fortes, com mais álcool, por exemplo, com queijos robustos e marcantes. De qualquer maneira, a impressão individual prevalece. Componhas uma tabela cruzando cervejas e queijos e compare as tuas impressões com as nossas dicas.

Por ordem de complexidade…

Queijos frescos: Ricota, Feta, Cottage, Minas, e Mozzarella de búfala.

Harmonização: Pilsen (Baden Baden Cristal), Kölsch, e cerveja de trigo (Baden Baden Celebration Verão).

Queijos macios: Brie, Camembert, St-Maure, Requeijão, Catupiry, e Camembert.

Harmonização: Pilsen (Baden Baden Cristal), Kölsch, cerveja de trigo (Baden Baden Weiss), Hefeweizen, Premium Lager, Pale Ale, e Lambic-Fruit.

Queijos semimacios: Gouda, American, Colby, Monterey jack, e Mozzarella.

Harmonização: Pale Ale, Bière Brut, Brown Ale, Amber Ale, Golden Ale (Baden Baden Golden), Bitter (Baden Baden 1999), Belgian Ale, Vienna Lager, Bock (Baden Baden Bock), Oktoberfestbier, e *Weizenbock.

Queijos semiduros: Cheddar, Tipo Suíço, Gruyère, Emmental, Gouda, Edam, e *semiduro defumado (provolone).

Harmonização: Pale Ale, Strong Golden Ale, Belgian Ale, IPA, Bitter (Baden Baden 1999), Double Bock (Baden Baden Celebration Inverno), Tripel (Baden Baden Tripel), e *cerveja de trigo.

Queijos duros: Grana Padano, Parmesão, e Pecorino.

Harmonização: Strong Golden Ale, Dunkel, Weizenbock, Christmas Ale (Baden Baden Christmans Beer), Double Bock (Baden Baden Celebration Inverno), Stout (Baden Baden Stout), e Porter.

Queijos azuis (marmorizados): Roquefort, Stilton, e Gorgonzola.

Harmonização: Strong Golden Ale, Bière Brut, Weizenbock, Barley Wine, e Stout (Baden Baden Stout).

Queijos de cabra: Caprino romano e Feta.

Harmonização: IPA, American Brown Ale, Stout (Baden Baden Stout), e Porter.

Vamos constatar se existe um consenso. Exponha as tuas constatações nos comentários abaixo. Cerveja neles!


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ETIQUETA DA CERVEJA

Autor: Patrick Stephanou Data: 09 de outubro de 2008

Opa, opa! Não penses que estou me referindo à etiqueta para conferir preço. Como em outras situações, com a cerveja, devemos ter boas maneiras. Achaste isso chique? Que nada. São apenas instruções de uso que raramente vêm nos rótulos. Seguindo algumas orientações, obteremos todo o potencial que uma boa cerveja nos oferece.

Quando compramos uma cerveja, seja em um estabelecimento de varejo ou de refeições, devemos nos ater às boas condições do produto. Já que não temos como controlar a distribuição da cerveja, ou seja, o caminho entre a cervejaria e o ponto de venda, que pode ser prejudicial com exposição ao sol e brusca variação térmica, nossa fiscalização começa na compra. É importante observarmos os mesmos cuidados prestados para assegurar as qualidades da cerveja fora e dentro de casa.

Dos diferentes tipos de cerveja, a maioria deve ser consumida com a maior brevidade possível. Todavia, existem alguns estilos que podem ser estocados, ou guardados há mais tempo. Resumidamente, podemos citar as cervejas que contiverem maior graduação alcoólica, que ainda assim, poderão sofrer algumas variações em sua estrutura. Embora exista uma legislação que limite a validade da bebida; cerveja vencida não mata. Dependendo do tipo, pode ser intragável ao paladar e, no máximo, resultar em algum incômodo intestinal… Então, devemos cuidar a validade do produto. Uma Baden Baden Cristal, por exemplo, quanto mais nova, melhor. Se estocarmos cervejas, como a Baden Baden Tripel, é importante mantê-las em pé, evitando o contato do líquido com a tampa, que pode facilitar o rompimento da abertura dando chance à contaminação. Ainda que, em pé, a superfície oxidante é inferior do que quando deitada. O estoque, naturalmente deve ser arejado, livre de mofo, e do mesmo modo que na distribuição, deve dar guarida à cerveja, evitando que a incidência de luz extrema prejudique-a pela sensibilidade ótica do lúpulo – o porquê dos cascos âmbares. Cervejas em casco transparente, ou esverdeados, têm cuidados e lúpulos especiais. E, sem esquecer que o choque térmico prejudica a cerveja, até mesmo quando a resfriamos para consumo.

Elegemos o tipo e a temperatura da cerveja de acordo com a situação e com o acompanhamento - como já comentamos aqui no Guia Prático Baden Baden. A temperatura ideal da cerveja deve ser adquirida sem pressa, pois “o apressado bebe mal!” Vencida essa etapa, vais servi-la em um copo correspondente. Cada tipo de cerveja assume um formato de copo que propicia a prospecção de suas características. Como eu costumo dizer, “beber cerveja em copo de requeijão é o mesmo que comer requeijão em copo de cerveja”. Ainda que ao servir, também devemos seguir regras. Cervejas, especificamente, como a Baden Baden Weiss, além de serem servidas em um copo para cervejas de trigo, seguem um ritual no serviço. O copo deve conter toda a capacidade da garrafa, pois esse tipo de cerveja apresenta muito sedimento – decantação de fermento e malte – que deve ser integralmente servido, chacoalhando o final da garrafa, para aferir o completo sabor. O formato comprido e abaloado do copo resiste à volumosa espuma, como o cuidado em servi-lo na diagonal, inclinando-o lentamente à posição ereta. Essa mesma técnica serve para cervejas com creme intenso, como a Baden Baden Stout. Na maioria das outras cervejas, basta respeitar dois dedos de espuma e dividi-las educadamente. A espuma é vital para assegurar as qualidades da cerveja, protegendo a bebida de algumas ações patológicas como a oxidação.

Antes de beberes, na companhia de amigos, proponhas um brinde. Dependendo da fragilidade do copo, tintilhes pela base. Nunca bebas o primeiro gole antes de brindar - saibas que a saudação só tem valor se todos se olharem nos olhos… Ainda, não degustes sem antes aferir o buquê da cerveja. Quando, finalmente, degustares; procures inclinar a cabeça, levemente, para trás, promovendo uma melhor percepção sensorial do líquido. E, conseqüentemente, beba com elegância!


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Gelada, sim. Estúpida, não! (Parte II)

Autor: Mauricio Beltramelli Data: 06 de outubro de 2008

Você conhece o Michael Jackson? Não, não aquele Michael Jackson. O britânico Michael Jakowitz (cujo pai, imigrante lituano, mudou o nome da família para Jackson após estabelecer-se em Yorkshire) ficou mundialmente conhecido em 1977, quando lançou o livro The World Guide to Beer, até hoje uma referência aos cervejeiros do mundo todo. Apelidado de The Beer Hunter (ou “O Caçador de Cervejas”, em virtude do programa homônimo que apresentou durante anos no Discovery Channel), foi considerado o “papa” da cerveja até falecer em agosto de 2007, vítima do Mal de Parkinson – cá entre nós, uma doença não relacionada ao consumo moderado de cerveja…

O Caçador de Cervejas entra nessa história a reboque do meu último post sobre a questão da temperatura correta para beber cerveja. É que Jackson, do alto de sua olímpica sabedoria cervejeira, jamais bebia a sua breja “estupidamente gelada”, hábito que erroneamente se difundiu por aqui. Ao contrário, propunha uma espécie de “escala” de quatro níveis de temperaturas para bem servir e apreciar uma cerveja, estritamente de acordo com o estilo de cada uma. Tudo para se aproveitar adequadamente todos os aromas, sabores e texturas que cada breja pode oferecer, potencializando o prazer do degustador. Vamos a ela:

1. Muito gelada (de 0º a 4° C): Cervejas no estilo Pale Lager, cervejas sem álcool e quaisquer cervejas que tenham como objetivo apenas refrescar, e não de serem degustadas.

2. Bem gelada (de 5º a 7° C): Nessa escala já encontramos cervejas aptas à atividade degustativa. É ideal para brejas do estilo Pilsner ou Weizen (trigo), dentre outras. Nessas temperaturas, as pedidas são as Baden Baden Cristal, Weiss, Golden e Bock.

3. Gelada (de 8º a 12° C): Ideal para cervejas nos estilos Lager (escuras), Pale Ale, Amber Ale, Weiss (escuras), Porter, Helles, Vienna, Tripel e outros. Nessas temperaturas, experimente as Baden Baden Red Ale, Stout, Celebration Inverno e Tripel, sem medo de ser feliz.

4. Temperatura de adega (de 13º a 15° C): Somente para as brejas nos estilos Ale Quadrupel, Strong Ale (escuras), Stout e a maioria das cervejas especiais belgas.

Note que as cervejas mais claras e suaves normalmente são servidas mais geladas, enquanto as mais escuras e mais fortes devem ser servidas em temperaturas maiores. É claro que não se trata de uma regra pétrea. Sequer as escalas de temperatura de Jackson são obrigatórias quando se serve uma breja. Siga-as, ou não.

Todavia, é inegável que as dicas do Beer Hunter são boas orientações, vindas de um cara que realmente entendia do que falava. Tudo depende do gosto de quem bebe, do local de consumo e da proposta do momento. Proibido, de verdade, é deixar de apreciar a boa cerveja.

Até a próxima e boas degustações!


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Transparência

Autor: Rodrigo Tozzi Data: 02 de outubro de 2008

Acreditando que o consumidor de Baden Baden é um consumidor diferenciado e antenado a todos os problemas da sua cidade, tomo a liberdade de tocar num assunto um tanto quanto polêmico: eleições.

Mas podem ficar despreocupados. Não vou usar esse espaço para fazer propaganda política de algum candidato, tão pouco vou propagar alguma doutrina aqui. Na verdade, nem vou falar de política, até porque existem outros espaços para discutir sobre isso.

Só gostaria de fazer algumas recomendações (não só para essa eleição que se aproxima, mas para todas que vão vir também): tomar muito cuidado em quem se vota, buscar naquele candidato os traços de alguém com bom caráter, que realmente esteja preocupado em fazer o melhor para sua cidade, independentemente de qualquer convicção política. E a qualidade que mais aprecio num candidato: TRANSPARÊNCIA!!!

E por falar em transparência, o que pode ser mais transparente que a Baden Baden Cristal??? (vocês não acharam que eu ia ficar falando de política aqui né!?!?)

A Baden Baden Cristal é uma cerveja do estilo pilsen (estilo originário da República Tcheca), de uma bonita cor dourada. É uma cerveja bastante saborosa e refrescante, ideal para os dias mais quentes (é ideal nos dias frios também, pois acredito que boas cervejas devem ser tomadas a qualquer hora!!).

É muito bem equilibrada entre o malte e o lúpulo. Tem o aroma frutado e no paladar apresenta um bom amargor. Realmente é uma ótima cerveja. Uma das melhores no estilo. Nessa cerveja eu confio de olhos fechados!!

Saúde e bom voto a todos!!


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A importância do copo

Autor: Rodrigo Tozzi Data: 29 de setembro de 2008
Os copos na foto acima não são apenas meros objetos de decoração ou de coleção. Também não são apenas “diferentes” dos copos que estamos acostumados a ver ou a ser servidos. E até de certa forma completando o raciocínio do companheiro de blog Maurício em um dos posts dele, cada estilo de cerveja tem seu copo correspondente e que cada copo tem a sua função, e minha missão aqui hoje é tentar mostrar a vocês que o copo ideal faz diferença, e muita, na hora de degustar aquela Baden Baden que repousa placidamente na sua geladeira.

O copo ideal auxilia desde a formação e retenção da espuma, dos compostos que evaporam da cerveja, dos seus aromas apresentados, e claro, da cerveja em si (sua cor, turbidez, carbonatação e outros detalhes mais).

Claro que devemos ter cuidados também. Vestígios de sabão ou gordura “matam” a espuma. E já que tocamos nesse assunto, a maneira ideal de lavá-lo é utilizando sabão neutro e enxaguar bastante. Na hora de servir, enxágüe bem seu copo, para retirar possíveis vestígios de sabão que por ventura, tenha ficado no copo, além de higienizar seu copo de poeira e outros tipos de sujeira. Outro detalhe é usar uma esponja macia, para não riscar o copo e conservar os detalhes que vêm grafados no copo.

Além de tudo isso que já foi dito, o copo funciona como mais um canal de marketing da cervejaria (um canal bastante eficiente, diga-se de passagem).

O copo da Stout, por exemplo, que chamamos de tulipa (por seu formato que lembra a forma da flor) tem como qualidade o seu fundo bulboso, que incrementa o ato de beber bem, além de sua boca larga permitir uma ótima formação de espuma e soltura dos deliciosos aromas tostados da Baden Baden Stout. Além disso, é talvez o copo mais versátil de todos, pois é comumente utilizado para degustar desde as cervejas mais simples até as mais complexas cervejas.

O copo da Weiss é um dos mais diferentes. Essa parte, digamos, “gordinha” na parte de cima do copo serve para melhor formação da espuma, além de ajudar a reter os deliciosos aromas de cravo e banana das cervejas de trigo.

Hoje em dia cervejarias como a Baden Baden nos oferece uma boa gama de copos. Então pegue sua cerveja, escolha o copo ideal e boa degustação!!!


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PREÇO DO PRAZER

Autor: Patrick Stephanou Data: 25 de setembro de 2008

Num país de economia instável, é comum percebermos um consumo impulsivo. Há quem diga: “Desde que eu tenha dinheiro para comprar a minha cervejinha, está tudo bem”. O dilema tange a essa “cervejinha”. Ao longo das matérias que listamos aqui na Sociedade Baden Baden, já chegamos à conclusão de que somos notáveis apreciadores, e que não nos satisfazemos com qualquer cerveja. E, onde isso implica? Diretamente no quesito qualidade, que por sua vez, geralmente, traz um custo maior. Não estamos fazendo apologia à compra de cervejas extremamente dispendiosas, produzidas em cidadezinhas longínquas e sinistras, com ingredientes e métodos enigmáticos… Porém, vamos olhar à volta, e comparar o nosso consumo diário.

Tu já percebeste que nas festas de maior prestígio é comum servirem cerveja com um padrão aquém das outras bebidas como vinhos, espumantes, e uísques? Sem demora percebeste que já foste em almoços festivos, onde os convidados chegavam elegantemente em bons carros, falavam em celulares de primeira linha, e bebiam cerveja de baixa qualidade… Então tu te dás conta de que a maioria das pessoas não evoluiu o paladar e o conhecimento em cerveja, ao passo de todo um consumismo. Voltamos a afirmar que a maioria das pessoas pede uma cerveja, e não: a cerveja. Ninguém entra em um restaurante e pede uma comida! Tu escolhes o prato e a cerveja a ser degustada, não é mesmo? Vamos nos valorizar. Vamos nos permitir momentos prazerosos. Trocaremos a quantidade pela qualidade.

Imagine dois cidadãos, ‘A’ e ‘B’. ‘A’ escolhe pausadamente as suas Baden Badens nas gôndolas de supermercado, enquanto ‘B’, rapidamente pega fardos de promoções de cervejas comuns. Os dois pagam, praticamente o mesmo valor. Em casa, ‘A’ degusta boas cervejas harmonizadas com companhias agradáveis, ao passo que ‘B’ já não sente mais o gosto de sua cerveja a partir do terceiro copo! E, isso não é uma fábula. Se, somos pessoas de bom gosto, a nossa cerveja é um reflexo de nossas escolhas. O valor da cerveja está em nós mesmos. Uma cerveja de qualidade, que custa mais caro sim, ambienta a nossa mesa com todo o seu prestígio. Com uma cerveja de verdade que pesa no copo, que exprime cor e textura, enfim, que tem personalidade, a nossa satisfação é garantida. Tudo tem mais valor. Se, é a bebida do “sorriso no rosto”, abra agora a sua ampola do prazer, e sejas feliz! Mas que sejas bem feliz…


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O Lúpulo

Autor: Edu Passarelli Data: 22 de setembro de 2008

O lúpulo é uma trepadeira selvagem, que tem o nome científico de humulus lupulus. Suas flores possuem óleos e ácidos que vão proporcionar sabores e aromas à cerveja, além de propriedades bacteriostáticas e conservantes.

Existem inúmeros tipos de lúpulo, que se diferenciam principalmente por sua concentração de alpha ácidos e de óleos essenciais. Podem ser utilizados na cerveja em três formas: flores desidratadas, pellets e extrato.

As maiores produções de lúpulo estão concentradas no Leste Europeu. Não existe produção de lúpulo no Brasil em que o produto possa ser utilizado na produção cervejeira, portanto, todas as cervejas aqui fabricadas contém lúpulos importados.

A ação sensorial do lúpulo acontece no paladar, com o tradicional amargor e também sabores florais e cítricos, e no aroma, com percepções florais, cítricas e herbais. Cada cerveja possui uma adição especifica de lúpulo, que pode trazer mais ou menos amargor e aromas.

Muitos cervejeiros dizem que o lúpulo é o grande “tempero” da cerveja. Eu mesmo sou um grande fã deste ingrediente. Para os que quiserem conhecer um pouco mais da ação desta planta na cerveja, recomendo a Baden Baden 1999, uma bitter ale, que apresenta interessantes características de lúpulo, tanto em aroma como em paladar.


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Gelada, sim. Estúpida, não!

Autor: Mauricio Beltramelli Data: 18 de setembro de 2008

Final de uma tarde quente, a garganta seca. Acomodo-me na mesa da choperia e imploro o precioso líquido ao garçom. E rápido, por favor. Em segundos, o copo materializa-se em minha frente. Gelado. Mais que gelado. Absurdamente gelado. Levo aos lábios e percebo que a espuma também está praticamente congelada, parecendo milk shake. Sinto até mesmo os cristais de gelo a entrar-me pela garganta enquanto sirvo o primeiro gole. Sim, matei a minha sede. Mas não senti gosto nenhum. Uma água mineral com gás naquela temperatura enregelante produziria o mesmo efeito, com a vantagem de ser mais barata.

No Brasil, criou-se o mito de que cerveja, para ser bem servida, deve estar “estupidamente gelada”, ao ponto de congelamento. Muitos donos de bares colocam freezers verticais de diversas marcas à vista dos clientes, com termômetros eletrônicos nos quais se anuncia que lá dentro a breja estaria a três, quatro graus negativos (embora se saiba cientificamente que a cerveja vira pedra a -2,5 graus Celsius).

É claro que, nas areias escaldantes das praias brasileiras, num calor de 40 graus, é difícil imaginar beber algo que não seja bem gelado. Todavia, é bom ter em mente (e olha a ciência aí de novo!) que, abaixo de 2 graus Celsius, a temperatura da cerveja é tão fria que amortece as papilas gustativas, as quais são células epiteliais na língua responsáveis pelo sentido do sabor. Portanto, ao beber uma cerveja gelada demais, você pode até se refrescar, mas não sentirá gosto algum. Sem falar que as temperaturas muito baixas desfavorecem a formação da espuma, ou o “colarinho”, do qual já falamos neste post. Como disse um Mestre-Cervejeiro amigo meu, “cerveja estupidamente gelada é coisa de estúpidos”…

Nós, do BREJAS, preferimos consumir um chope (ou cervejas do estilo Pilsen/Pale Lager) em temperaturas que vão de 2 a 5 graus Celsius. Mas a temperatura da cerveja que se vai consumir é determinada por diversos fatores, sobretudo o estilo de cada uma. Pra não me alongar demais, no próximo post falarei mais sobre as temperaturas aliadas a cada estilo, a fim de que você possa absorver todos os aromas e sabores que o mundo cervejeiro tem a lhe oferecer.

Até a próxima e boas degustações!


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Cerveja na cozinha

Autor: Edu Passarelli Data: 16 de setembro de 2008

Muitos que conhecem meu trabalho no Edu Passarelli Recomenda certamente já leram, e espero que prepararam, minhas harmonizações com cervejas. Mas e a cerveja como ingrediente, vai bem?

Sim, a cerveja é um ótimo agente de sabor para a gastronomia, e além de sabor, apresenta outras características de grande valia para as suas receitas.

Primeiro devemos saber escolher as cervejas a serem usadas na cozinha. As mais lupuladas e as refermentadas na garrafa tendem a deixar sabores extremamente amargos, e, portanto, não são recomendadas.

Também temos que atentar para os ingredientes do prato. Carnes, por exemplo, pedem cervejas com maltes torrados e caramelizados. Peixes e aves, as com coloração mais clara. Quando temos ervas no tempero, não devemos usar cervejas de paladar acentuado, para não haver conflito de sabores.

Uma dica importante é sempre cozinhar com a panela destampada, para que o álcool possa evaporar por completo.

Abaixo reproduzo uma receita de minha autoria, derivada de um prato clássico italiano. E você, caro leitor, tem alguma boa dica para nos dar?

Saltimboca do Cervejeiro

Ingredientes
4 escalopes de filé mignon
4 fatias de presunto cru, no mesmo tamanho dos escalopes
8 folhas grandes de sálvia
50g de manteiga sem sal
200ml de cerveja lager clara
Sal e pimenta-do-reino
Farinha de trigo para empanar

Preparo
Tempere os filés com sal e pimenta. Cuidado com o sal, pois o presunto já é salgado. Coloque duas folhas de sálvia em cima de cada escalope e cubra com o presunto. Dobre, deixando o recheio ao meio, e prenda com um palito. Passe os filés na farinha de trigo e bata bem, para tirar os excessos. Em uma frigideira funda, aqueça a manteiga e frite os filés, em ambos os lados. Acrescente a cerveja e deixe cozinhar por 5 minutos. Nesta versão, sirva sem o molho.


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