Arquivado em novembro, 2008

CERVEJA ESTILO TRI-GO… TRI GOSTOSA!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O clima vai esquentando perto do inicio do verão, e as cervejas mais leves vão regendo a preferência dos apreciadores. Assim, os adeptos de cerveja de trigo têm um prazer maior em saborearem esse estilo singular. Eu sou um desses, e tu?

Citando verão e cerveja de trigo, lembrei diretamente da Baden Baden Celebration Verão. E, logo, lembramos da Baden Baden Weiss, lançada no inverno passado, que também é uma cerveja de trigo clara. Então, nos perguntamos: Qual a diferença entre essas duas Baden Badens? Vou tentar apontar alguns contrastes que as diferem.

Inicialmente, rotulamos essas duas cervejas de trigo da Baden Baden, definindo que a Celebration Verão segue a escola inglesa (ou americana), enquanto a Weiss é um expoente clássico da tradição alemã. Desse modo, justificamos algumas variações de análise sensorial oriundas da variação de suas receitas, especificamente, de alguns ingredientes. As maiores diferenças se dão no aroma e no paladar, acusadas pelo uso de leveduras (fermentos cervejeiros) distintas.

As cervejas de trigo inglesas seguem o rito da preferência cultural de seu país, onde participam as cervejas mais amargas e menos aromáticas, sem aromas expansivos. Essa característica oferece um maior potencial de refrescância, e por sua vez, de “bebebilidade” (drinkability), ou seja, são mais fáceis de beber e, assim, se pode beber mais. Já que os “pubs”, ou “publics houses” (“bares públicos”) ingleses fecham antes da madrugada, muitos cervejeiros bebem o quanto podem antes do badalar do sino. Assim, a Baden Baden Celebration Verão, atende perfeitamente ao estilo.

As cervejas de trigo bávaras têm a característica de apresentarem um buquê de cravo e banana (acetato de isoamila – éster com o odor de fruta); um sabor mais adocicado – menos amargo -; e respeitarem a lei de pureza alemã, que só permite três ingredientes: água, malte, e lúpulo. Lembrando que, nesse estilo, o malte nunca é integralmente de trigo, onde o malte de cevada é o insumo básico de todas as cervejas, e a levedura é essencial para a fermentação, portanto não citada por obviedade. A Baden Baden Weiss apresenta plenamente todas as características de uma cerveja de trigo originariamente alemã, que na cultura desse país é tida como alimento. Na minha opinião, é a melhor cerveja de trigo do Brasil.

Embora, rezem as diferentes tradições de que a Weiss deve ser degustada no café da manhã, e a Celebration Verão antes de dormir, já que a Baden Baden é a única cervejaria que oferece as duas variantes de cerveja de trigo clara, faças o comparativo, e elejas a tua preferida para qualquer hora!

O Ouro Negro

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Como já foi amplamente noticiado, a Baden Baden Stout abiscoitou a medalha de ouro no importante European Beer Star 2008, realizado na Alemanha, concurso no qual nada menos que 65 experts em cerveja do mundo todo analisaram 688 brejas dos cinco cantos do globo, pelo método do “teste-cego”. Pra ninguém duvidar da justiça dos campeões…

Mas o que significa a palavra “Stout”, além daquela Baden Baden negra como a noite, com espuma majestosamente alta e marrom e deliciosos aromas e sabores de café e chocolate?

O estilo Stout derivou de outro estilo de cervejas já existente na Inglaterra: o Porter, que era originalmente o preferido pelos carregadores do porto de Londres do século XVII — daí o nome. As características de então das cervejas do estilo Porter já sinalizavam para a “nova” breja: A chamada “Stout Porter” era uma cerveja mais forte e mais escura que as Porters comuns.

Essa bebida maravilhosa vem sendo apreciada há 250 anos pelos ingleses, irlandeses e, a partir do Reino Unido, pelo o resto do mundo. E, pra provar que o planeta dá uma volta por dia, eis que uma Stout genuinamente brasileira cruza novamente o Atlântico — desta vez, fazendo o caminho inverso — e surpreende os próprios criadores do estilo. Os aprendizes, enfim, superam os mestres.

Até a próxima e boas degustações!

Vermelho sangue

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Eu gosto de vermelho. Uma cor quente, apaixonante. Uma cerveja apaixonante também. Sabem “amor à primeira vista” ?? Então, foi mais ou menos assim que essa cerveja entrou no meu rol das cervejas maravilhosas. Pela cor. E pelo singelo nome também: “Red Ale”. Curto e marcante.

Baden Baden Red Ale

A cerveja em si é maravilhosa. De coloração avermelhada, espuma de ótima duração, e (não se assustem) 9,2 % de teor alcoólico. E muito complexa também. Lúpulo, malte tostado, caramelo, frutado… isso tudo só no aroma. No paladar, malte, leve doce, sensação picante, bom amargor final, tudo isso com bastante equilíbrio. E isso tudo cabe numa só garrafa!!!

Mas mudando ligeiramente de assunto, e partindo da premissa (bonita palavra hein??) de que quem consome Baden Baden, que tal falarmos um pouco sobre doação de sangue?? Até porque, no próximo dia 25 de novembro, é dia do doador de sangue.

Então se você tem entre 18 e 60 anos e mais de 50 kg, que tal fazer uma boa ação?? Não dói nada…

Doação de sangue

Ok, brincadeirinha. Mas não dói nada mesmo. É sério. Então vão lá fazer um favor e doem sangue!!!

O TAMANHO DA SUA SEDE

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Em relação a outras bebidas alcoólicas bastante consumidas, onde vinhos e espumantes tenham em torno de 12,5 % APV (álcool por volume); e destilados como conhaques, vodkas, e uísques, aproximadamente 50% APV; a cerveja com graduação alcoólica menor destaca-se por ser uma bebida refrescante e fácil de beber. Chamamos essa qualidade pelo neologismo “bebebilidade”, advindo do termo drinkability ou “drinkabilidade”. É evidente que existem cervejas com maior quantidade de álcool, como a Baden Baden Tripel, com 14 % APV, assim como espumantes mais leves. De um modo geral, a cerveja adquire um terço, senão a metade do potencial alcoólico do vinho, sendo esse, um dos fatores que favorecem a sua “bebebilidade”. Independente do fato de ter a capacidade diurética, é correto afirmar que bebemos maior quantidade de cerveja em relação a outras bebidas. Bebendo com elegância, respeitando a etiqueta da cerveja, e medindo o preço do prazer, devemos saber o quanto beber.

Recentemente foram lançadas as Baden Baden Short, que são as Baden Badens Cristal, Golden, Red Ale, e Bock em embalagens de 310 mililitros. Diferentemente das tradicionais garrafas de 600 ml, as “Shorts” afiguram-se como uma quantidade individual ideal para a harmonização de um prato. Ainda que o cardápio seja uma degustação, favorece à composição de mais de um serviço (mais de um prato) individualmente. Porém, quando a garrafa for maior, permita dividi-la em boa companhia. Já o momento em que várias garrafas vazias, independentes da capacidade, se aglutinarem sobre a mesa, ou de qualquer maneira, indicar um elevado consumo, é o sinal de que devemos conhecer os nossos limites. Cada pessoa com capacidade corporal e metabolismo diferentes reage de uma forma à cerveja digerida. Devemos matar a nossa sede e a nossa vontade de prazer sem deixar aflorar os possíveis malefícios do álcool. A maior dica é estar bem alimentado quando fores degustar a tua Baden Baden, ou até acompanha-la com algumas delícias gastronômicas. Como todo prazer da vida tem um limite, deguste, não com parcimônia, mas com sapiência.

Baden Baden Stout ganha medalha de Ouro na 5ª edição do European Beer Star Awards

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A Baden Baden acaba de ganhar uma medalha de ouro na competição cervejeira European Beer Star Awards 2008, com a cerveja Baden Baden Stout na categoria Dry Stout.

O prêmio foi recebido na noite de ontem de 13 de novembro o prêmio na cerimônia da feira BRAU Beviale em Nuremberg, na Alemanha. A Baden Baden junto com a Eisenbahn são as primeiras cervejarias da América do Sul a ganhar este prêmio.

É um prazer ganhar um prêmio no país da cerveja, a Alemanha. É a primeira vez que Baden Baden ganha um prêmio como este e isso mostra que estamos no caminho certo ao nos preocupar constantemente com a qualidade, a matéria-prima dos produtos.

A degustação às cegas foi feita por 65 jurados de 16 países na Doemens Brewery Academy no dia 10/10/2008. Eles experimentaram 688 cervejas de 42 categorias diferentes. As cervejas vieram de 32 países, sendo sua maioria da Alemanha (57%).

O European Beer Star Award está na quinta edição e elege as melhores cervejas seguindo critérios sensoriais e de “prazer”. A competição preza pela bebida única e autêntica. Os vencedores são aqueles que conseguem surpreender os jurados e impressionam pelo sabor, equilíbrio, residual e qualidade. A competição já conquistou prestígio e se tornou um prêmio desejado.

Maiores informações visite o site www.european-beer-star.com

A doce vida nas montanhas

terça-feira, 11 de novembro de 2008

No alto da Serra da Mantiqueira, Campos do Jordão é a melhor cidade paulista para se estar no inverno. Por sua vez, o Capivari é o melhor bairro para se estar em Campos do Jordão. E, por conseguinte, a Cervejaria Baden Baden é o melhor lugar pra se estar no Capivari.

A Cervejaria Baden Baden é o ponto mais nevralgicamente central do footing da cidade. Não importa onde a sua turma estará mais tarde. Quem está invernando em Campos do Jordão obrigatoriamente marca encontros lá. A noite “esquenta” lá. E, não raro, mesmo quem havia combinado uma boate pra mais tarde acaba desistindo da dança e ficando por lá mesmo, aproveitando o ambiente e a cerveja. Dia e noite, é lá que desfila quem quer ver e ser visto. Não importa o que aconteça antes ou depois. O clima da Cervejaria é sempre de durante.

Ali, na temporada, é complicado garimpar uma mesinha na calçada. O ambiente é democrático (até onde o termo democrático numa cidade com o glamour de Campos do Jordão possa significar). Há grupos de solteiros, casais, famílias com crianças, adolescentes, idosos. São servidos tanto pratos típicos germânicos quanto de outras especialidades, no que a wust alemã pode coexistir na mesma mesa da fondue suíça, sem grilos.

A Cervejaria Baden Baden está instalada num prédio cuja fachada segue o estilo enxaimel, típico da Alemanha rural dos cartões postais. Lá dentro se entrevêem tanques dos diversos estilos da cerveja Baden Baden. Nada mais natural para o lugar que é o verdadeiro berço da breja.

Acomode-se, peça uma Baden Baden Cristal pra começar os trabalhos e aproveite a fauna e o clima. Em nenhum outro lugar do mundo você poderá ter o privilégio de degustar uma das melhores cervejas que há, aproveitando o dolce far niente das montanhas com tanto etilo.

Até a próxima e boas degustações!

BADEN BADEN TRIPEL: CERVEJÍSSIMA TRINDADE

quinta-feira, 06 de novembro de 2008

Tripel é um estilo de cerveja de alta-fermentação, tradicionalmente desenvolvido pelos monges das abadias belgas, atravessando séculos e se propagando por gerações. Nesse clima misantrópico, muitos segredos são mantidos no interior dessas moradas intransponíveis a cerca das receitas particulares de cada Tripel. Alguns mosteiros mantêm, basicamente, duas receitas: uma para o próprio clero e outra para os visitantes. E, é aí que coabitam os pecados e as virtudes. Bem-aventurados aqueles que dividem o pão com o próximo, e que não diferenciam o alimento que partilham. A vaidade talvez cegue alguns desses homens de Deus (ou de Gambrinus). A gula os invade, trazendo consigo a avareza e a luxúria. Num ambiente misto de inveja e soberba, a virtude da diligência rege a dádiva da vocação cervejeira. Todavia, descobrindo esse tesouro servido em cálice, os arcanjos me indicaram a garrafa negra de cerâmica que contém todos esses mistérios: a Baden Baden Tripel. Existe uma indicação gravada, no que parece ouro, no próprio casco. Permitindo abri-lo, por uma tampa de pressão, que descobrirás o cerne.

Cerveja triplamente fermentada, composta por uma mistura de maltes, onde três tipos prevalecem. E, acredites: 14% de álcool por volume. Seguramente a cerveja mais forte do Brasil. Já, os aromas e sabores culminam após uma maturação extremamente duradoura.

Aparência: Espuma consistente de média formação. Mesmo com pouco volume, o creme permanece cobrindo a cerveja por toda a degustação. Coloração acobreada escura, sendo diáfana.

Pressão: Em função da tripla fermentação a Baden Baden Tripel não poderia deixar de apresentar uma grande pressão anunciada pelo estouro da tampa.

Aroma: Se num perfume o álcool está presente, aqui ele aflora o buquê de uva, e chocolate.

Sabor: Paladar que, seguindo o aroma, desperta o adocicado e reside no sabor de cereais. É incrível, que a pesar da alta graduação alcoólica (14% APV), o sabor forte não é predominante, resultando numa agradável experiência.

Corpo: Boa carbonatação percebida pela língua, e doçura que se sente nas gotas que escapam do cálice. Corpo equilibrado, pois mesmo sendo uma cerveja forte, no gole descobrimos uma textura suave.

Impressão Geral: Cerveja licorosa do mais alto padrão. Potencialmente instigante. Um prazer que deve ser permitido.

Prometidas duas mil e quinhentas garrafas, fico feliz de ter degustado algumas além da minha que apresenta o curioso número 2424 impresso no lacre da tampa. Não conseguiria beber o precioso líquido contido nesse frasco negro se fosse a de número 2500. Espero que não seja esse o princípio do fim…

Harmonizações Perfeitas - Baden Red Ale e Carpaccio

segunda-feira, 03 de novembro de 2008

A Red Ale figura dentre as minhas prediletas na linha Baden Baden. Apesar do nome, trata-se de uma barley wine, cerveja com notável presença de álcool, malte e neste caso, lúpulo. Ou seja, temos uma cerveja forte, em todos os aspectos.

Escolhi o carpaccio para harmonizar com esta cerveja, pois acredito que o prato, apesar de soar leve, traz elementos de sabor destacado, como a carne crua, o molho à base de alcaparras e mostarda e o queijo parmesão, e por isso, precisa de uma cerveja que não suma perante ele.

Um brinde e bom apetite!