Arquivado em outubro, 2008

As Novas Baden Baden 310 ml

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Já estão no mercado as novas garrafas da Baden Baden, com 310 ml de conteúdo, que chegam como mais uma opção aos consumidores da marca.

A bela garrafa foge das tradicionais long necks do mercado, e é similar a já tradicional garrafa da Baden Baden. Talvez por isso ela possa ser chamada de “short neck”! Serão quatro estilos comercializados na nova embalagem: Red Ale, Bock, Golden e Cristal.

Xarope

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Algum tempo atras, encontrei uma receita, num fórum cervejeiro, de um xarope de cerveja. Nesse fórum, dizia-se que essa éuma receita muito antiga, destinada a combater a gripe.

Preocupado que sou com a saúde de vocês, resolvi reproduzir a receita, que vocês encontram logo abaixo.

É bem fácil de fazer.

Vocês vão precisar. Vocês vão precisar de uma Baden Baden Stout - 330 ml, para sermos mais exatos. O que sobrar vocês bebem ok??? :) - , cerca de 500 gramas de açúcar (usei o comum mesmo. Aliás, vocês podem pensar que é muito, que vai ficar doce e etc., mas não. Como essa Stout não leva caramelo, acaba ficando bem equilibrada essa mistura) e uns 2 paus de canela (dependendo do tamanho do pau (ok, sem trocadilhos por aqui!!!), pode colocar mais. Só não pode exagerar muito pois senão vocês só vão sentir o gosto da canela).

Vocês vão colocar todo o açúcar, a cerveja e os paus de canela numa panela e mexer até dissolver todo o açucar. É preciso ter paciência aqui, pois o fogo não pode ser muito alto pranão queimar, e tem que ficar mexendo.

Assim que levantar fervura, é só retirar do fogo e está pronto. Simples assim!!!

(desculpem a foto… o fotógrafo aqui é péssimo!!!)

O resultado desse xarope é muito bom.

A Stout tem um delicioso aroma de tostado, um pouco de café e chocolate, e que combina muito bem com a canela (na verdade, por vezes, o aroma da canela parece ser mais forte que o da cerveja. Por isso, quanto mais canela vocês colocarem nessa receita, menos aroma da cerveja vocês vão sentir).

No paladar desse “licor” (sim, ficou com a consistência de um licor ou uma calda), café, canela, tostado, caramelo…

É realmente muito gostoso esse xarope. Se realmente é bom para a gripe eu não sei, mas que é muito mais gostoso que muito remédio por ai, isso é!!!

A Lei de Pureza da Cerveja

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Imagine-se curtindo uma ressaca de matar. Dor de cabeça, choro e ranger de dentes. E você tem absoluta certeza de que essa ressaca veio de uma cerveja sabidamente muito ruim que você tomou na véspera.

Foi exatamente o mal que acometeu Guilherme IV, duque da Baviera (região alemã onde está Munique), no dia 23 de abril do longínquo ano de 1516, quando assinou a Reinheitsgebot, ou, para os íntimos, a Lei de Pureza da Cerveja, a qual determinava que a breja local só poderia, dali em diante, ser produzida utilizando-se apenas água pura, malte e lúpulo. O fermento, por sua vez, foi incluído nesta lei algum tempo mais tarde, uma vez que ainda não era conhecido.

Guilherme tinha ótimos motivos para radicalizar. Até então, os cervejeiros da Baviera, na tentativa de “inovar” suas receitas, incluíam ingredientes bizarros na cerveja, como fuligem e cal, o que, provavelmente, teria causado a ressaca ducal.

Hoje, muitas cervejarias ainda seguem à risca a Reinheitsgebot, principalmente as alemãs e belgas, o que explica a excelência das brejas produzidas nesses países. No Brasil, várias cervejarias artesanais também compartilham do mesmo ideal de Gulherme, produzindo cervejas de qualidade indiscutível. Destaque seja dado, neste particular, à deliciosa Baden Baden Weiss, breja elaborada em consonância com a lei bávara, com ingredientes selecionados.

Leia a íntegra traduzida da Reinheitsgebot:

“Como a cerveja deve ser elaborada e vendida neste país, no verão e no inverno: Decretamos, firmamos e estabelecemos, baseados no Conselho Regional, que daqui em diante, no principado da Baviera, tanto nos campos como nas cidades e feiras, de São Miguel até São Jorge, uma caneca de 1 litro (1) ou uma cabeça (2) de cerveja sejam vendidos por não mais que 1 Pfennig da moeda de Munique, e de São Jorge até São Miguel a caneca de 1 litro por não mais que 2 Pfennig da mesma moeda, e a cabeça por não mais que 3 Heller (3), sob as penas da lei. Se alguém fabricar ou tiver cerveja diferente da Märzen, não pode de forma alguma vende-la por preço superior a 1 Pfennig por caneca de 1 litro . Em especial, desejamos que daqui em diante, em todas as nossas cidades, nas feiras, no campo, nenhuma cerveja contenha outra coisa além de cevada, lúpulo e água. Quem, conhecendo esta ordem, a transgredir e não respeitar, terá seu barril de cerveja confiscado pela autoridade judicial competente, por castigo e sem apelo, tantas vezes quantas acontecer. No entanto, se um taberneiro comprar de um fabricante um, dois ou três baldes (4) de cerveja para servir ao povo comum, a ele somente, e a mais ninguém, será permitido e não proibido vender e servir a caneca de 1 litro ou a cabeça de cerveja por 1 Heller a mais que o estabelecido anteriormente.”

Guilherme IV, duque da Baviera, no dia de São Jorge (23 de abril), no ano de 1516, em Ingolstadt”

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(1) A caneca da Baviera tinha na época 1,069 litros.
(2) Tigela em forma semicircular para líquidos, com pouco menos de uma caneca de 1 litro.
(3) O Heller geralmente equivale a meio Pfennig
(4) Equivalente a 60 canecas de 1 litro.

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Seja feita, portanto, a vontade do Duque! Até a próxima e boas degustações.

Visita a Fabrica

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Desde que comecei a estudar cervejas, e olha que já faz tempo, comecei também a visitar cervejarias. Nestes anos de pesquisa visitei também muitas cervejarias. No Brasil, por exemplo, conheço praticamente todas as microcervejarias e algumas das grandes. Fora daqui, já estive em fábricas muito tradicionais e também em muitas micro.

Considero a visita a uma fábrica experiência obrigatória no currículo do apreciador de boas cervejas. E lá que vamos conhecer in loco os ingredientes, processos, por quês, etc. Quando existe a oportunidade de bater um papo com o mestre cervejeiro, então, a “aula” é completa!

Minha primeira visita a Baden Baden não foi aproveitada de forma correta, portanto, pulo logo para a segunda, a qual considero minha “primeira vez” em uma cervejaria! Isso aconteceu no inicio de 2006, quando eu e minha esposa decidimos passar um romântico final de semana em Campos do Jordão. Mal ela sabia que ali começava a incrível saga do casal em busca de cervejarias!

Fiz minha reserva por telefone e logo comecei a formatar em minha mente como seria a experiência. Ansioso que sou, cheguei com antecedência à cervejaria e já pude ver que o final da visita era em um bar, onde eu poderia degustar algumas delas. A visita foi bastante prazerosa e instrutiva, realmente muito interessante para os que buscam saber mais sobre boas cervejas. Ao final, pude degustar a versão chope da 1999, além de outras cervejas da marca. Saindo de lá, rumei para o restaurante Baden Baden, mas esta, já é outra história…

Coincidências…

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Sei lá… 1999 deve ter sido um dos anos mais importantes da minha vida. Ano de vestibular, de escolher o que iria fazer pelo resto da vida.

Coincidentemente, foi o ano em que 4 amigos com uma paixão em comum, cerveja, decidiram criar a Cervejaria Baden Baden, em Campos do Jordão, interior de São Paulo, próximo a uma fonte de água límpida ao pé de uma montanha, para produzir boas cervejas de maneira artesanal, seguindo a Lei da Pureza Alemã, e também aderindo ao movimento do Craft Beer Renaissance.

Coincidentemente, foi uma cerveja que não tinha um nome, e sim um número (1999) queme chamou a atenção para as cervejas artesanais. Isso em 2004/2005, quando foi lançada para comemorar o 5º aniversário da cervejaria (foi com esse tipo de cerveja (bitter ale, inspirada na inglesa Spitfire), que os 4 amigos deram início, em 1999 (daí o nome da cerveja), a uma das mais conhecidas cervejarias artesanais).

A 1999 é uma ótima cerveja, mas devo confessar que, quando a experimentei pela primeira vez, talvez por ainda não estar familiarizado com outros sabores, não tinha gostado muito.

Bom, como já disse, é uma cerveja do tipo Bitter Ale, um dos estilos mais consumidos na Inglaterra, e como o próprio nome indica, é uma cerveja um pouco mais amarga, mas muito saborosa.

Tem uma linda cor, lembrando o cobre, mas um pouco mais avermelhada, com uma bela espuma.

Tem no seu perfume o delicioso aroma do lúpulo e do malte, mas é no paladar que o lúpulo predomina, junto com o tostado do malte, trazendo o amargor, mas com muito equilíbrio, para sua boca. É bastante saborosa e é forte, mas sem deixar de ser refrescante. Com certeza, uma ótima cerveja.

PÃO E LEITE, CERVEJA E QUEIJO

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Uma das minhas resistências é falar da disputa entre brasileiros e argentinos. Não acho certa essa cultura tradicional que incentiva uma rivalidade hostil. Ambos nacionalistas têm seus defeitos e qualidades. Do mesmo modo, quando o assunto é cerveja, não simpatizo em alimentar uma rixa com vinho. Cada um no seu quadrado, ou melhor, cada um no seu engradado! Pois bem, nesse tema que apresento, não tenho como não me manifestar a favor da cerveja, num tipo de harmonização, que erroneamente, a grande maioria das pessoas acredita que o vinho seja mais indicado que a cerveja. Assim como o preconceito contra argentinos, que têm uma cultura diferente da nossa, vamos por um fim nesse negócio de super valorizar os vinhos, até mesmo onde eles são meros coadjuvantes! Sabes onde a cerveja é pentacampeã, enquanto o vinho é bi? Na harmonização com queijos.

Para facilitar o entendimento dessa peleja, listo o comportamento das duas bebidas frente a alguns quesitos concernentes à harmonização com queijos.

Origem: A cerveja, ou “pão líquido” advém de cereais, e cereais combinam com leite. Logo, a expressão “pão e leite” tem tudo a ver com “cerveja e queijo”, não é verdade? Além disso, muitas vaquinhas são alimentadas à base de cereais… Mataste a charada?!

Sabor: Os sabores de cerveja e queijo se complementam. Já os de vinho e queijo contrastam, ou, em outras palavras, brigam entre si.

Tipos: Tanto a cerveja quanto o queijo têm uma ampla variedade de estilos. Se existem uns 150 tipos de cerveja, os vinhos devem alcançar apenas um décimo dessa variedade;

Semelhanças: Resultante dos diversos tipos e sabores, cervejas e queijos ostentam muitas semelhanças. Seja pela consistência, tendo um corpo leve ou denso, com ou sem cremosidade; pelos aromas; e pela característica marcante de gostos amargo, ácido, ou doce;

Fermentação: Tanto o vinho, quanto a cerveja e o queijo são fermentados, isto é, produtos da fermentação. Todavia, a diferença é que a cerveja e o queijo, num modo geral, passam por um processo mais lento de fermentação, o que agrega características mais similares;

Carbonatação (da cerveja): Os vinhos não têm essa qualidade da grande maioria das cervejas. A carbonatação limpa a língua da gordura e resíduos dos queijos, e estimula as papilas gustativas, potencializando seus sabores;

Amargor (da cerveja): O amargor presente na cerveja é um estimulante ao apetite, onde equilibrado com a doçura, confere refrescância. O conjunto dessas qualidades, somado ao fato de limpar o palato como a carbonatação, resulta numa forma de manutenção da boca para a seguinte mordida de queijo;

Acidez (do vinho): A acidez, pouco comum em cervejas – habitual no estilo de fermentação espontânea, que não são triviais -, porém característica do vinho, prejudica a percepção do sabor e cremosidade do queijo.

Se, ainda, não ficaste convencido de que a harmonização de cervejas com queijos é melhor do que queijos e vinhos, faças o teste! Para orientar as tuas escolhas, nesse casamento, entre os muitos tipos de cervejas e queijos, listamos as composições que mais se complementam. A dica é combinar por características semelhantes. Cervejas suaves com queijos delicados. Cervejas mais fortes, com mais álcool, por exemplo, com queijos robustos e marcantes. De qualquer maneira, a impressão individual prevalece. Componhas uma tabela cruzando cervejas e queijos e compare as tuas impressões com as nossas dicas.

Por ordem de complexidade…

Queijos frescos: Ricota, Feta, Cottage, Minas, e Mozzarella de búfala.

Harmonização: Pilsen (Baden Baden Cristal), Kölsch, e cerveja de trigo (Baden Baden Celebration Verão).

Queijos macios: Brie, Camembert, St-Maure, Requeijão, Catupiry, e Camembert.

Harmonização: Pilsen (Baden Baden Cristal), Kölsch, cerveja de trigo (Baden Baden Weiss), Hefeweizen, Premium Lager, Pale Ale, e Lambic-Fruit.

Queijos semimacios: Gouda, American, Colby, Monterey jack, e Mozzarella.

Harmonização: Pale Ale, Bière Brut, Brown Ale, Amber Ale, Golden Ale (Baden Baden Golden), Bitter (Baden Baden 1999), Belgian Ale, Vienna Lager, Bock (Baden Baden Bock), Oktoberfestbier, e *Weizenbock.

Queijos semiduros: Cheddar, Tipo Suíço, Gruyère, Emmental, Gouda, Edam, e *semiduro defumado (provolone).

Harmonização: Pale Ale, Strong Golden Ale, Belgian Ale, IPA, Bitter (Baden Baden 1999), Double Bock (Baden Baden Celebration Inverno), Tripel (Baden Baden Tripel), e *cerveja de trigo.

Queijos duros: Grana Padano, Parmesão, e Pecorino.

Harmonização: Strong Golden Ale, Dunkel, Weizenbock, Christmas Ale (Baden Baden Christmans Beer), Double Bock (Baden Baden Celebration Inverno), Stout (Baden Baden Stout), e Porter.

Queijos azuis (marmorizados): Roquefort, Stilton, e Gorgonzola.

Harmonização: Strong Golden Ale, Bière Brut, Weizenbock, Barley Wine, e Stout (Baden Baden Stout).

Queijos de cabra: Caprino romano e Feta.

Harmonização: IPA, American Brown Ale, Stout (Baden Baden Stout), e Porter.

Vamos constatar se existe um consenso. Exponha as tuas constatações nos comentários abaixo. Cerveja neles!

ETIQUETA DA CERVEJA

quinta-feira, 09 de outubro de 2008

Opa, opa! Não penses que estou me referindo à etiqueta para conferir preço. Como em outras situações, com a cerveja, devemos ter boas maneiras. Achaste isso chique? Que nada. São apenas instruções de uso que raramente vêm nos rótulos. Seguindo algumas orientações, obteremos todo o potencial que uma boa cerveja nos oferece.

Quando compramos uma cerveja, seja em um estabelecimento de varejo ou de refeições, devemos nos ater às boas condições do produto. Já que não temos como controlar a distribuição da cerveja, ou seja, o caminho entre a cervejaria e o ponto de venda, que pode ser prejudicial com exposição ao sol e brusca variação térmica, nossa fiscalização começa na compra. É importante observarmos os mesmos cuidados prestados para assegurar as qualidades da cerveja fora e dentro de casa.

Dos diferentes tipos de cerveja, a maioria deve ser consumida com a maior brevidade possível. Todavia, existem alguns estilos que podem ser estocados, ou guardados há mais tempo. Resumidamente, podemos citar as cervejas que contiverem maior graduação alcoólica, que ainda assim, poderão sofrer algumas variações em sua estrutura. Embora exista uma legislação que limite a validade da bebida; cerveja vencida não mata. Dependendo do tipo, pode ser intragável ao paladar e, no máximo, resultar em algum incômodo intestinal… Então, devemos cuidar a validade do produto. Uma Baden Baden Cristal, por exemplo, quanto mais nova, melhor. Se estocarmos cervejas, como a Baden Baden Tripel, é importante mantê-las em pé, evitando o contato do líquido com a tampa, que pode facilitar o rompimento da abertura dando chance à contaminação. Ainda que, em pé, a superfície oxidante é inferior do que quando deitada. O estoque, naturalmente deve ser arejado, livre de mofo, e do mesmo modo que na distribuição, deve dar guarida à cerveja, evitando que a incidência de luz extrema prejudique-a pela sensibilidade ótica do lúpulo – o porquê dos cascos âmbares. Cervejas em casco transparente, ou esverdeados, têm cuidados e lúpulos especiais. E, sem esquecer que o choque térmico prejudica a cerveja, até mesmo quando a resfriamos para consumo.

Elegemos o tipo e a temperatura da cerveja de acordo com a situação e com o acompanhamento - como já comentamos aqui no Guia Prático Baden Baden. A temperatura ideal da cerveja deve ser adquirida sem pressa, pois “o apressado bebe mal!” Vencida essa etapa, vais servi-la em um copo correspondente. Cada tipo de cerveja assume um formato de copo que propicia a prospecção de suas características. Como eu costumo dizer, “beber cerveja em copo de requeijão é o mesmo que comer requeijão em copo de cerveja”. Ainda que ao servir, também devemos seguir regras. Cervejas, especificamente, como a Baden Baden Weiss, além de serem servidas em um copo para cervejas de trigo, seguem um ritual no serviço. O copo deve conter toda a capacidade da garrafa, pois esse tipo de cerveja apresenta muito sedimento – decantação de fermento e malte – que deve ser integralmente servido, chacoalhando o final da garrafa, para aferir o completo sabor. O formato comprido e abaloado do copo resiste à volumosa espuma, como o cuidado em servi-lo na diagonal, inclinando-o lentamente à posição ereta. Essa mesma técnica serve para cervejas com creme intenso, como a Baden Baden Stout. Na maioria das outras cervejas, basta respeitar dois dedos de espuma e dividi-las educadamente. A espuma é vital para assegurar as qualidades da cerveja, protegendo a bebida de algumas ações patológicas como a oxidação.

Antes de beberes, na companhia de amigos, proponhas um brinde. Dependendo da fragilidade do copo, tintilhes pela base. Nunca bebas o primeiro gole antes de brindar - saibas que a saudação só tem valor se todos se olharem nos olhos… Ainda, não degustes sem antes aferir o buquê da cerveja. Quando, finalmente, degustares; procures inclinar a cabeça, levemente, para trás, promovendo uma melhor percepção sensorial do líquido. E, conseqüentemente, beba com elegância!

Gelada, sim. Estúpida, não! (Parte II)

segunda-feira, 06 de outubro de 2008

Você conhece o Michael Jackson? Não, não aquele Michael Jackson. O britânico Michael Jakowitz (cujo pai, imigrante lituano, mudou o nome da família para Jackson após estabelecer-se em Yorkshire) ficou mundialmente conhecido em 1977, quando lançou o livro The World Guide to Beer, até hoje uma referência aos cervejeiros do mundo todo. Apelidado de The Beer Hunter (ou “O Caçador de Cervejas”, em virtude do programa homônimo que apresentou durante anos no Discovery Channel), foi considerado o “papa” da cerveja até falecer em agosto de 2007, vítima do Mal de Parkinson – cá entre nós, uma doença não relacionada ao consumo moderado de cerveja…

O Caçador de Cervejas entra nessa história a reboque do meu último post sobre a questão da temperatura correta para beber cerveja. É que Jackson, do alto de sua olímpica sabedoria cervejeira, jamais bebia a sua breja “estupidamente gelada”, hábito que erroneamente se difundiu por aqui. Ao contrário, propunha uma espécie de “escala” de quatro níveis de temperaturas para bem servir e apreciar uma cerveja, estritamente de acordo com o estilo de cada uma. Tudo para se aproveitar adequadamente todos os aromas, sabores e texturas que cada breja pode oferecer, potencializando o prazer do degustador. Vamos a ela:

1. Muito gelada (de 0º a 4° C): Cervejas no estilo Pale Lager, cervejas sem álcool e quaisquer cervejas que tenham como objetivo apenas refrescar, e não de serem degustadas.

2. Bem gelada (de 5º a 7° C): Nessa escala já encontramos cervejas aptas à atividade degustativa. É ideal para brejas do estilo Pilsner ou Weizen (trigo), dentre outras. Nessas temperaturas, as pedidas são as Baden Baden Cristal, Weiss, Golden e Bock.

3. Gelada (de 8º a 12° C): Ideal para cervejas nos estilos Lager (escuras), Pale Ale, Amber Ale, Weiss (escuras), Porter, Helles, Vienna, Tripel e outros. Nessas temperaturas, experimente as Baden Baden Red Ale, Stout, Celebration Inverno e Tripel, sem medo de ser feliz.

4. Temperatura de adega (de 13º a 15° C): Somente para as brejas nos estilos Ale Quadrupel, Strong Ale (escuras), Stout e a maioria das cervejas especiais belgas.

Note que as cervejas mais claras e suaves normalmente são servidas mais geladas, enquanto as mais escuras e mais fortes devem ser servidas em temperaturas maiores. É claro que não se trata de uma regra pétrea. Sequer as escalas de temperatura de Jackson são obrigatórias quando se serve uma breja. Siga-as, ou não.

Todavia, é inegável que as dicas do Beer Hunter são boas orientações, vindas de um cara que realmente entendia do que falava. Tudo depende do gosto de quem bebe, do local de consumo e da proposta do momento. Proibido, de verdade, é deixar de apreciar a boa cerveja.

Até a próxima e boas degustações!

Transparência

quinta-feira, 02 de outubro de 2008

Acreditando que o consumidor de Baden Baden é um consumidor diferenciado e antenado a todos os problemas da sua cidade, tomo a liberdade de tocar num assunto um tanto quanto polêmico: eleições.

Mas podem ficar despreocupados. Não vou usar esse espaço para fazer propaganda política de algum candidato, tão pouco vou propagar alguma doutrina aqui. Na verdade, nem vou falar de política, até porque existem outros espaços para discutir sobre isso.

Só gostaria de fazer algumas recomendações (não só para essa eleição que se aproxima, mas para todas que vão vir também): tomar muito cuidado em quem se vota, buscar naquele candidato os traços de alguém com bom caráter, que realmente esteja preocupado em fazer o melhor para sua cidade, independentemente de qualquer convicção política. E a qualidade que mais aprecio num candidato: TRANSPARÊNCIA!!!

E por falar em transparência, o que pode ser mais transparente que a Baden Baden Cristal??? (vocês não acharam que eu ia ficar falando de política aqui né!?!?)

A Baden Baden Cristal é uma cerveja do estilo pilsen (estilo originário da República Tcheca), de uma bonita cor dourada. É uma cerveja bastante saborosa e refrescante, ideal para os dias mais quentes (é ideal nos dias frios também, pois acredito que boas cervejas devem ser tomadas a qualquer hora!!).

É muito bem equilibrada entre o malte e o lúpulo. Tem o aroma frutado e no paladar apresenta um bom amargor. Realmente é uma ótima cerveja. Uma das melhores no estilo. Nessa cerveja eu confio de olhos fechados!!

Saúde e bom voto a todos!!