A cerveja do bode

Autor: Rodrigo Tozzi Data: 16 de janeiro de 2009

Cerveja do bode?? Como assim?? Vocês devem achar que sou louco, mas calma que eu chego lá…

O estilo bock começou se originou por volta do século XIV, na região de Einbeck, centro norte da
Alemanha. Era uma cerveja forte e encorpada, provavelmente de cor avermelhada e produzida durante todo o ano. É interessante notar que na época era considerada uma cerveja “clara”. Não por que sua cor fosse muito diferente da atual, mas porque as outras cervejas eram mais escuras.

As cervejarias do sul, Munique inclusive, tentavam imitar as irmãs do norte embora sem muito sucesso. A situação começou a mudar por volta do século XVII, com o declínio da Liga Hanseática e a ascensão do sul da Alemanha como produtor de cerveja. E é em Munique que o estilo ganha o seu nome, derivado da forma como a cerveja de Einbeck era chamada: Ainpoeckische Pier. Na pronúcia da Baviera o “p” soa “b”, o que acabou resultando em Bock Bier. Originalmente então a bock era de fato uma cerveja avermelhada, encorpada, de médio teor alcoólico (entre 6 a 8%) e com leve toque adocicado. E é esse o padrão principal da bock. Por que padrão “principal”? Porque, do mesmo modo que outros estilos populares, existem vários subestilos de bock, como por exemplo, a Baden Baden Celebration Inverno, uma Doppelbock.

Mas bock também é a palavra em alemão para o marido da cabra, ou seja, o bode:

Bom, agora expliquei né. Mas chega de bla bla bla e vamos ao que interessa.

A Baden Baden Bock é uma cerveja muito interessante.

Esse exemplar, a Baden Baden Bock, apresenta espuma densa e pouco persistente.

No aroma, estão presentes os de malte tostado e caramelo.

Médio-corpo no paladar, baixo amargor, carbonatação moderada. Apesar de possuir 6,5% de teor alcoólico, é uma boa cerveja bem equilibrada, com o álcool não tão marcante (mas está ali. Garanto à vocês!!!). Dizem que é uma cerveja de inverno, mas como diz a Ariana, uma grande amiga minha, “é uma cerveja que por incrível que pareça, combina com qualquer estação”. Quem sou eu para discordar???


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Avalie a sua cerveja!

Autor: Mauricio Beltramelli Data: 12 de janeiro de 2009

Nos lugares onde a cultura cervejeira é mais difundida, a exemplo dos Estados Unidos e da Europa, há diversos sites na internet dedicados à avaliação de cervejas por quem as degusta. Alguns com milhões de usuários cadastrados, a dinâmica é comum entre todos eles: O sujeito toma a cerveja e atribui a ela suas notas e comentários, os quais são lidos por todos.

No Brasil, ousamos criar o mesmo serviço no nosso site BREJAS, que é hoje o maior e melhor Ranking de cervejas no país. Totalmente gratuito, basta ao degustador cadastrar-se e avaliar as centenas de brejas nacionais e gringas que constam no sítio, além de poder incluir as que não estiverem por lá.

Mas o leitor pode perguntar: Qual a importância de avaliar as cervejas que degusto? Há vários bons motivos, mas o principal deles é que o Ranking serve como um canal direto entre o consumidor e o fabricante. Você pode abrir o coração e dizer tudo aquilo que pensa sobre a cerveja que degustou. E acredite, os fabricantes vão te ouvir.

É claro que isso contribui para o círculo virtuoso de crescimento da cultura cervejeira no Brasil, fazendo com que os fabricantes se empenhem cada vez mais em melhorar seus produtos, bem como os varejistas, os quais procurarão adquirir para os seus estoques as brejas com as melhores avaliações. Mas há outros aspectos positivos:

  • Atribuir notas em separado aos diversos aspectos sensoriais de uma breja (aroma, sabor, aparência, sensação) ajuda você a “entender” melhor o que está degustando, servindo para “treinar” cada vez mais o seu paladar;

  • Compartilhar informações com outros degustadores é muito legal e divertido, além de contribuir para a sua própria cultura sobre o assunto;

  • Faz muito tempo que degustou aquela breja deliciosa mas não se lembra mais dela? A solução ideal é tomar outra. Mas, se não estiver com a cerveja à mão, o Ranking lhe lembrará. É possível, também, comparar a mesma cerveja – ou a sua percepção sobre ela – ao longo do tempo e tirar as suas próprias conclusões. Lembre-se que as cervejas, assim como as pessoas, mudam com o tempo;

  • A grana anda curta? Use o Ranking como instrumento de consulta e selecione você mesmo as brejas que o seu bolso lhe permite degustar em razão do custo/benefício;

  • As propagandas sempre falam maravilhas dos seus produtos. Nelas, não há aspectos negativos. Consultar o Ranking põe você em contato com as opiniões – positivas e negativas – de pessoas como você, que querem consumir bem, sem o apelo do marketing;

O Ranking é um espaço absolutamente democrático. Todas as notas têm o mesmo peso, seja a do mestre-cervejeiro ou a do degustador iniciante. Não tenha receio em expor a sua opinião, sem policiamentos ou censuras. Você estará somando cultura e conhecimento, mesmo que outras pessoas eventualmente não concordem com você.

Quer um conselho? Deixe o mundo saber o que você pensa e comece dando as suas notas às cervejas Baden Baden as quais, por sinal, estão muito bem avaliadas no Ranking BREJAS. E divirta-se!

Até a próxima e boas degustações (e avaliações)!


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Harmonizações Perfeitas : Bolo cremoso de chocolate e Baden Baden Stout

Autor: Edu Passarelli Data: 05 de janeiro de 2009

A harmonização entre cervejas com chocolates soa estranha para alguns, mas eu posso garantir que é uma das mais prazerosas que existem. A Baden Baden Stout parece ter nascido para ser consumida com chocolates. Seus toques de torrefação combinam muito bem com o cacau e seu dulçor de malte com o açúcar contido nos chocolates. Desenvolvi a receita abaixo para harmonizar com cervejas do estilo Sweet Stout, e com a Baden o resultado foi dos melhores. Agora, caro leitor, cabe a você reproduzir esta delicia em casa!

Bolo Cremoso de Chocolate

Faça um bolo de chocolate normal e recheie com a receita abaixo. Use o creme sem os bombons para fazer a cobertura.

Recheio – Creme de Chocolate com Bombons.

Ingredientes:

2 xícaras de chocolate ao leite derretido.

2 xícaras de chocolate meio amargo derretido.

1 e ½ lata de creme de leite ou 2 caixinhas.

2 copos grandes de leite.

2 colheres de sopa de açúcar.

4 colheres de sopa de maisena.

12 bombons Sonho de Valsa picados.

Modo de Preparo:

Fazer um creme com o leite, a maisena, o açúcar e o chocolate derretido.

Depois de tirar do fogo, acrescentar o creme de leite.

Deixar esfriar, separar uma parte para a cobertura, e no restante colocar os bombons picados (No creme já frio).


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Presente de Papai Noel

Autor: Rodrigo Tozzi Data: 19 de dezembro de 2008

“Querido Papai Noel

Me chamo Pedrinho tenho 8 anos. Fui um bom menino esse ano, me comportei direitinho na escola, obedeci meus pais, tomei banho quase todos os dias, lavei detrás da orelha e comi alface, então eu mereço ganhar meus presentes. Quero ganhar uma bola, uma bicicleta, um vídeo-game, um carrinho que vira robô, uma roupa do homem-aranha e uma camisa do Brasil.

Ah, meu irmão vive dizendo que o senhor não existe. Não dá presente pra ele não. Ou melhor, da presente pra ele sim. Desse jeito ele vai ver que o senhor existe. Ele gosta de cerveja. Mas ele sempre fala que a cerveja que ele gosta não existe. Ele fica falando que a cerveja que ele gosta deve ter algumas bolhinhas, igual champagne, um pouco adocicada, frutada. Mas ele sempre fala que uma cerveja assim, nem o Papai Noel pode fazer.

Então Papai Noel, para mostrar pra ele que você existe de verdade, gostaria de ganahr essa cerveja pra dar de presente pro meu irmão.

Papai Noel, um beijo.

Pedrinho”

“Rou Rou Rou, Feliz Natal meu filho!!!”

Pediu bastante presente dessa vez hein?? Mas você merece, porque sei que se comportou esse ano. Tirou boas notas na escola, obedeceu seus pais… é isso ai. Vou até mandar esse presente especial para o seu irmão. Que tal hein??? Seria uma cerveja igual a essa aqui??

Pedrinho, continue se comportando direitinho ta?? E não se esqueça de lavar o pé também, que é para não ter chulé!!!

Um abraço do Papai Noel”.

UM FELIZ NATAL A TODOS, E UM 2009 CHEIO DE REALIZAÇÕES E ÓTIMAS CERVEJAS!!!!!


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A CERVEJA DO PAPAI NOEL

Autor: Patrick Stephanou Data: 17 de dezembro de 2008

Tradição dos antigos monges cervejeiros europeus (Traditional Ale) que durante o ano selecionavam os melhores ingredientes para a elaboração duma cerveja especial para “bebemorar”, na noite de natal, o nascimento de Cristo, por isso o nome Baden Baden Christmas Beer, e por ter a periodicidade sazonal.

Harmoniza com culinária natalina, como peru, porco, e carneiro assados, frutas vermelhas ou cristalizadas, e panetone. Cerveja de alta fermentação, feita com maltes de cevada – indispensável - e de trigo. Levemente frisante, com características de uma cerveja espumante. Aparenta uma coloração dourada pálida, leve turbidez, e um creme de médio volume e moderada persistência, combatido com a gordura dos acompanhamentos. O aroma frutado (característico das cervejas de trigo) com notas de cravo e damasco é o grande expoente, percebido na composição do paladar que desperta um discreto sabor adocicado dos maltes e amargor do lúpulo. O corpo suave com grande carbonatação limpa o palato para uma próxima garfada durante a ceia natalina.

Necessariamente tu não precisas degustar essa cerveja natalina apenas nas festas de final de ano. Embora sazonal, sendo estocada adequadamente tu poderás desfrutar desse presente de natal ao longo do ano. Algumas variações poderão acontecer na estrutura da cerveja, mas todas apreciáveis, que valem pela extenção do espírito de natal. Já que me comportei bem nesse ano, pedi ao bom velhinho que me presenteasse com algumas Baden Badens Christmas Beer, deixando-as não junto ao pinheiro, mas na geladeira! Eu posso afirmar que nas festas natalinas regadas a cerveja, eu sempre acreditei em Papai Noel. Ho! Ho! Ho! Hic!

Um ótimo natal para ti e para todas as pessoas que tu amas! A cerveja une as pessoas.


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ISOTÔNICO DO BOM CERVEJEIRO

Autor: Patrick Stephanou Data: 11 de dezembro de 2008

O intenso calor já assola os brasileiros, e a bebida alcoólica mais associada ao verão é, sem dúvida alguma, a cerveja. Mesmo sendo mais consumida no verão, os cativos apreciadores que conhecem os enumerados tipos que se adequam a cada oportunidade, seguem elegendo a cerveja o ano todo. Todavia, atravessando o verão “tropicaliente”, são raros os mortais que conseguem fugir da cerveja.

Não é à toa que na estação dos corpos bronzeados, a sugestão do tipo de cerveja segue à alimentação, ou seja, cervejas e comidas leves. E, quem ousa afirmar que cerveja não hidrata? Hidrata sim!

Primeiramente vamos lembrar da dica da estação, de consumir cervejas leves e refrescantes, com baixa graduação alcoólica, pois uma grande quantidade de álcool desidrata. Não estamos querendo fazer milagres, também! Se bem que, em hipotensos principalmente, uma dose moderada de álcool previne contra doenças cardiovasculares. E, do mesmo modo, a individualidade de cada metabolismo reage diferentemente aos seus efeitos.

O consumo de uma garrafa de cerveja leve, como pilsen (Baden Baden Cristal), de trigo (Baden Badens Weiss e Celebration Verão), ou algumas Ales (Baden Badens Golden e Christmas Beer), pode hidratar mais do que água no pós-exercício. Não te esqueças que a estrutura da cerveja é como tu e o chuchu, todos com cerca de três quartos de água. Em relação à agua, a vantagem de se hidratar com cerveja é que ela possui propriedade hidratantes que ajudam a repor a água perdida pela transpiração, onde os açúcares, os sais, e o gás carbônico favorecem a absorção de fluidos mais rapidamente do que a água pura. E, por falar nisso, a água que tu consomes diariamente não cria um ambiente inóspito, como a cerveja, à microorganismos indesejáveis. Portanto, após aquela caminhada, ou joguinho sob o sol de quarenta graus, nada melhor do que saborear aquele esperto isotônico de malte…


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Cerveja também é alimento

Autor: Rodrigo Tozzi Data: 09 de dezembro de 2008

Fui num churrasco dias atrás. Eu gosto de churrasco. Aliás, acho que todo mundo gosta de churrasco. Churrasco de certa forma nos remete aos nossos antepassados moradores de cavernas. Naquela época não existia fogão. Então as únicas formas de comer carne era crua ou na forma de churrasco.

Mas o tempo passou, apareceram os utensílios de cozinha, mas nada como um bom e velho churrasco, não acham???

Pensando em churrasco, existe alguma coisa que combina melhor com isso do que cerveja?? (ok, mulher também combina, mas isso é assunto para outra hora…). Mas enfim, duvidam da minha afirmativa?? Façam o teste então. Retirem a cerveja do churrasco. O que sobra?? Nada. Quem vai em churrasco para comer carne?? Vai gastar o dinheiro da vaquinha pra comprar carne??? Já participaram de algum churrasco em que a cerveja acabou?? Eu já. E posso assegurar que é a coisa mais sem graça… Aliás, não é só em churrasco, mas qualquer tipo de festa (será que somos movidos a álcool?? Desculpem. Me distraio facilmente. Voltemos ao assunto então.). Ok, na época dos homens das cavernas eles não ligavam tanto assim. Mas se existissem cervejas como a Baden Baden, a história seria outra.

Agora retirem a carne do churrasco. Ninguém liga. Um churrasco que não tem ninguém cheirando fumaça, ou preocupado se a carne está saindo muito seca. Muito mais divertido assim. Pessoalmente já participei de vários desses “churrascos etílicos”.

Pensando bem, acho que gosto mais de cerveja do que de carne. Na verdade gosto de vários grupos familiares: o grupo das cervejas, o das carnes, o das pizzas, o dos pães…

Mas uma boa cerveja, além de ser deliciosa, é nutritiva também. Eu juro!!! Não é a toa que a cerveja também é conhecida como o “pão líquido” (falando nisso, dêem uma olhada no post do amigo Patrick, Pão líquido. Vale a pena. Vão por mim…). Na Alemanha, por exemplo, cerveja é coisa séria e é tratada como alimento!! Lógico que não é por que a cerveja é nutritiva que vocês não vão exagerar né?? Não precisam fazer bebedeiras homéricas… Bom, em todo caso, se fizerem isso, me convidem, ok??

Por falar em cerveja nutritivas, vamos pegar o a Baden Baden Weiss.

A levedura (o fermento) utilizada é fonte de vitaminas do complexo B. A água de uma boa cerveja como a Baden Baden tem que ser de ótima qualidade, sem contar os cereais como o malte e o malte de trigo, ou o lúpulo, que representa a salada (para quem não leu ainda o post do Edu, o lúpulo é uma planta). Gostaram né?? Temos aqui quase uma refeição completa.

Isso sem contar que essa cerveja é uma delícia. Aroma de banana, cravo e pão, no paladar mais banana, malte, uma leve sensação de picante, mas adocicada no final. Equilibrada, redonda, ótimo drinkability (gastei agora hein??) Vale a pena alimentar com cervejas assim, não acham??

Pois é… acho que gosto mesmo é de cerveja. Com ou sem carne.


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Gelada, sim. Estúpida, não! (Parte III)

Autor: Mauricio Beltramelli Data: 02 de dezembro de 2008

Tenho um amigo que é completamente louco por panetones. De todos os tipos, sejam eles de frutas cristalizadas, chocolate, nozes, qualquer panetone. Em finais de ano, ele nada em panetone, em braçadas. Mas, em outras épocas, se exaspera porque não acha o produto no mercado para dar vazão à sua fissura. O mercado brasileiro possui uma forte tradição de sazonalidade, sempre ditada pelos hábitos dos consumidores. Os fabricantes deixam de produzir o confeito porque sabem que o brasileiro não vai comprar panetone se não for época de Natal. Assim como o panetone, o mercado cervejeiro acusa grandes baixas nas vendas das maiores marcas em épocas menos quentes.

Por inúmeras vezes já fui questionado acerca das cervejas especiais em relação ao clima quente brasileiro, sobretudo as brejas escuras ou com maior potencial alcoólico. O brasileiro, acostumado a consumir cervejas do tipo Pilsen, sempre considerou que cerveja foi feita “pra refrescar”, e que as cervejas mais “fortes” devem ser consumidas apenas quando o clima esfria. Trata-se, entretanto, de uma meia-verdade. Apenas para exemplificar, o maior consumo per capita de sorvetes é dos países escandinavos, onde o frio é de rachar quase o ano todo. Voltando ao assunto cervejeiro, os inventores do estilo Pilsen são os tchecos, e a República Tcheca está muito longe de ser um paraíso tropical. Por sinal, é lá que está o maior consumo per capita de cervejas no mundo – e a imensa maioria das brejas consumidas é, claro, do estilo Pilsen, seja no verão moderado ou debaixo de nevasca.

Considero que o consumo de cerveja não pode se dar apenas em razão do clima, mas sobretudo pela ocasião na qual se bebe. Concordo que seja inadequado servir uma cerveja muito alcoólica num churrasco à beira da piscina, momento que pede um estilo mais leve – como o Pilsen. Todavia, não podemos nos furtar a degustar uma breja especial mais “forte” ou escura, mesmo no verão, só porque está calor. Mesmo a temperatura escaldante destes trópicos não pode servir de desculpa para não aproveitarmos o que o crescente mercado das cervejas especiais tem a nos oferecer.

Portanto, relaxe, saque aquela Baden Baden Red Ale que você estava guardando no armário e aproveite! De preferência, na sombra…

Até a próxima e boas degustações!

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Para saber mais, acompanhe as partes I e II da série de artigos “Gelada, sim. Estúpida, não!”.


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CERVEJA ESTILO TRI-GO… TRI GOSTOSA!

Autor: Patrick Stephanou Data: 28 de novembro de 2008

O clima vai esquentando perto do inicio do verão, e as cervejas mais leves vão regendo a preferência dos apreciadores. Assim, os adeptos de cerveja de trigo têm um prazer maior em saborearem esse estilo singular. Eu sou um desses, e tu?

Citando verão e cerveja de trigo, lembrei diretamente da Baden Baden Celebration Verão. E, logo, lembramos da Baden Baden Weiss, lançada no inverno passado, que também é uma cerveja de trigo clara. Então, nos perguntamos: Qual a diferença entre essas duas Baden Badens? Vou tentar apontar alguns contrastes que as diferem.

Inicialmente, rotulamos essas duas cervejas de trigo da Baden Baden, definindo que a Celebration Verão segue a escola inglesa (ou americana), enquanto a Weiss é um expoente clássico da tradição alemã. Desse modo, justificamos algumas variações de análise sensorial oriundas da variação de suas receitas, especificamente, de alguns ingredientes. As maiores diferenças se dão no aroma e no paladar, acusadas pelo uso de leveduras (fermentos cervejeiros) distintas.

As cervejas de trigo inglesas seguem o rito da preferência cultural de seu país, onde participam as cervejas mais amargas e menos aromáticas, sem aromas expansivos. Essa característica oferece um maior potencial de refrescância, e por sua vez, de “bebebilidade” (drinkability), ou seja, são mais fáceis de beber e, assim, se pode beber mais. Já que os “pubs”, ou “publics houses” (“bares públicos”) ingleses fecham antes da madrugada, muitos cervejeiros bebem o quanto podem antes do badalar do sino. Assim, a Baden Baden Celebration Verão, atende perfeitamente ao estilo.

As cervejas de trigo bávaras têm a característica de apresentarem um buquê de cravo e banana (acetato de isoamila – éster com o odor de fruta); um sabor mais adocicado – menos amargo -; e respeitarem a lei de pureza alemã, que só permite três ingredientes: água, malte, e lúpulo. Lembrando que, nesse estilo, o malte nunca é integralmente de trigo, onde o malte de cevada é o insumo básico de todas as cervejas, e a levedura é essencial para a fermentação, portanto não citada por obviedade. A Baden Baden Weiss apresenta plenamente todas as características de uma cerveja de trigo originariamente alemã, que na cultura desse país é tida como alimento. Na minha opinião, é a melhor cerveja de trigo do Brasil.

Embora, rezem as diferentes tradições de que a Weiss deve ser degustada no café da manhã, e a Celebration Verão antes de dormir, já que a Baden Baden é a única cervejaria que oferece as duas variantes de cerveja de trigo clara, faças o comparativo, e elejas a tua preferida para qualquer hora!


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O Ouro Negro

Autor: Mauricio Beltramelli Data: 25 de novembro de 2008

Como já foi amplamente noticiado, a Baden Baden Stout abiscoitou a medalha de ouro no importante European Beer Star 2008, realizado na Alemanha, concurso no qual nada menos que 65 experts em cerveja do mundo todo analisaram 688 brejas dos cinco cantos do globo, pelo método do “teste-cego”. Pra ninguém duvidar da justiça dos campeões…

Mas o que significa a palavra “Stout”, além daquela Baden Baden negra como a noite, com espuma majestosamente alta e marrom e deliciosos aromas e sabores de café e chocolate?

O estilo Stout derivou de outro estilo de cervejas já existente na Inglaterra: o Porter, que era originalmente o preferido pelos carregadores do porto de Londres do século XVII — daí o nome. As características de então das cervejas do estilo Porter já sinalizavam para a “nova” breja: A chamada “Stout Porter” era uma cerveja mais forte e mais escura que as Porters comuns.

Essa bebida maravilhosa vem sendo apreciada há 250 anos pelos ingleses, irlandeses e, a partir do Reino Unido, pelo o resto do mundo. E, pra provar que o planeta dá uma volta por dia, eis que uma Stout genuinamente brasileira cruza novamente o Atlântico — desta vez, fazendo o caminho inverso — e surpreende os próprios criadores do estilo. Os aprendizes, enfim, superam os mestres.

Até a próxima e boas degustações!


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